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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Par ou Ímpar



Par ou ímpar? o que será que vai dar, se cair o lado ímpar, carinhos tu vais ganhar. Se cair o lado par, segredos vou te contar, se acertar os meus pensamentos? muitos beijos vai ganhar.

Sonhar com a sorte, com o jogo de azar, de brincar com o destino? pensamentos conquistar. Sonhar fazendo figas, vou torcendo sem parar, para que o lado da sorte? me presentei com olhar.

Olhar de surpresa, com a sorte conquistar, um sentimento de ansiedade? ou um sopro de azar. Da sorte de quem acredita, com o vento a soprar, fecho olhos faço, um pedido? com você quero ficar.

Fica mais um pouco, a sorte vem nos brindar, com um ar de espanto e alegria, com um carinhos a sonhar. Ansiedade da relutância, se conforma com um piscar, dos olhos de quem se ama? com um beijo desejar.

Desejo da sorte um pedido, do meu azar despistar, da sorte que passa ao lado? agarro para ficar. Sorte de quem tem fé, de quem acredita e confia, o azar vem nos rondando? nos alcança e desafia!

Da vida  um jogo de azar, perdida distante ao norte, prefiro não depender? apenas de um pouquinho de sorte! Vou vivendo a linha tênue, que divide a minha vida, de um lado todo aquele azar, do outro a sorte contida.

Partida de uma vida, do conforto exatidão, quem dera minha vida fosse? como a luz do lampião. Que ilumina com toda intensidade, com todo calor, prontidão! Que clareia os caminhos escuros? da sorte de gratidão!

Quero a intensidade da vela, sorte do fogo clareia, desejando iluminar os caminhos? da paixão incendeia! Paixão quente que exala, calor da imensidão, queria que fosse eterno? o calor de uma paixão!

Gostar de alguém me aquece, me clareia toda mente, incendeia todo corpo? da minha paixão, ardente! Azar me tens bem forte, mas não te quero como aporte, da paixão me alucina? com a intensidade da sorte!

Par ou ímpar, já sei qual resultado, não importa qual cair, pode ser de qualquer lado. Sorte ou azar,  o destino há de dizer, com a intensidade da escolha, da sorte, muito prazer!

By Estevam Pontes

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Amar e não viver




"Vou te contar um segredo, que às vezes tenho comigo,
De guardar um sentimento, das angustias, dos castigos.

Dos amigos que confidencio, das andanças do coração,
Falo de um sentimento intenso, do coração e da razão.

Razão que não alcança, os delírios do coração,
Lembro-me de pensar em algo, do sentimento, perdão!

Perdão quem não carece, desculpas que não condiz,
Como o fato consumado, arrependimento, infeliz!

Infeliz de quem amou, mas não foi correspondido,
Aprendiz de sentimento, um vazio, descabido!

Descabido que não convinha, entregar o coração,
A quem não merece cuidar, e não lhe dá atenção.

Atenção, que muito precisa, de cuidados especiais,
Coração é muito sensível, às vezes passado pra trás!

Traz de volta um sentimento, que não se sabe esquecer,
Esquece apenas nos sonhos, mas lembra ao amanhecer.

Amanhecer de poucas palavras, coração vem logo dizer,
Mas lembrar de algo triste? É melhor esquecer.

Esqueço da minha vida, pois desisti do coração,
Se for me apaixonar de novo? Livrai-me e dai-me razão!"

By Estevam Pontes


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Um Conto De Uma Rima

 

Cata vento, quanto tempo, não para de procurar, ventania, furação? gira gira sem parar. Cata brisa, vento fraco, vem a nuvem a bailar, faz girar muda de lado, vento tempo afagar.

Guarda chuva, guarda vida, guarda vem proteger, dos amores que a vida me trouxe? mas que não pude viver. Guarda roupa, guarda conversa, vai fluindo devagar, das paixões que se amontoam, vagamente desfrutar.

Roda moinho, roda vento, vem trazendo sem parar, esperanças e desencantos, que não quero nem pensar. Cachoeira, queda d'água, com a margem a guiar, a correnteza dos meus desejos, um sonho realizar.

Uma trilha, um caminho, margeando pelo mar, um oceano de felicidade, que procuro ancorar. Porto seguro, farol a guiar, vai iluminando o mar, nos momentos turbulentos? que a vida vem nos mostrar.

Uma música, um soneto, um poema, uma rima, fazendo de poucas palavras? um alento, obra prima. Coração às vezes escolhe, sem querer cria um clima, depois sofre com desencanto, uma lágrima sem rima.

Vou fazer um anúncio, há vagas em meu coração, mas que venha ocupar por inteiro, mobilia com uma paixão. Ocupe e faça reformas, decore meu coração, mas não faça da minha casa, um amor de ocasião.

Uma lágrima, uma história, desalento com a vida, mas ela nos prepara surpresas? às vezes ela nos brinda! Um clamor, uma aflição, que abala meu coração, um sentimento que eu procuro? ah... um amor, uma paixão!


By Estevam Pontes


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Acordar


Acordo com pé esquerdo, tropeço no meu colchão, caio e torço o pé, que baita confusão. Mesmo assim saio pulando, equilibrando num pé só, esbarro no meu chinelo, bá tchê, agora me deu dó.

Ainda com os olhos fechados, procuro a porta com as mãos, que sono que me impede, de abrir os olhos então. Vou esbarrando nos móveis, vou seguindo o clarão, mas a fresta na minha janela, me guia na contramão.

Sono que não me abandona, preguiça me assediando, queria voltar pra cama, às horas passam voando. Queria parar o tempo, ou ganhar tempo de outrora, mas o horário de verão, me roubou mais uma hora.

Preciso me levantar, o trabalho assim me chama, trabalho que rouba tempo, distancia da minha cama. Vou para o banho despertar, mas a água está no fim, vivemos uma crise hídrica, falta agua pra mim.

Depois de banho tomado, resta me trocar por fim, preciso de uma roupa que combine, confortável assim. Coloco terno e gravata, a profissão diz assim, advogado quanta formalidade, sofre no calor por fim.

Saio de casa apressado, tropeço no piso-sabão, quase caio em cima do meu cachorro, preciso de mais atenção. Vem correndo, vem pulando, me arrastando desde então, cobre de pelos minha roupa, lembrança de estimação.

Queria ser diferente, queria ser despertado, não pelo meu despertador, mas por um beijo roubado. Lá se vai mais um dia, chega mais uma semana, só peço que o dia seja, tão confortável quanto a cama.

Um pensamento um desejo, da cama que rima com trama, preciso de um alento, um carinho, um amor sem muito drama. Acordo e levanto, o dia vai começar, quem sabe o sol traz um beijo e o vento alguém para amar.

By Estevam Pontes

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma gotinha no mar


"Uma gota, um pinguinho, que desagua lá no mar, carregado por peixinhos, puxam puxam devagar.

Pinguinho pesado, que se afasta paro mar, procurando a correnteza, um peixinho arrastar.

Um gota de desejos, na imensidão do mar, um peixinho levou embora, um choro deixou pra trás.

Uma fila de gotinhas, pinguinhos molhando o mar, os peixinhos perguntam, pra onde vai me levar?

Escorrega gotas de agua, um lamento em pleno mar, peixinhos levam essa tristeza, pra longe, pra alto mar!

Um pouquinho de soluço. um barulhinho no mar, os peixinhos já me disseram, se acalme já vai passar.

Um suspiro, uma alegria, ufa! vem peixinhos comemorar, acabou minha tristeza, se perdeu? afogou ali no mar!"

By Estevam Pontes

sábado, 12 de julho de 2014

Só quero alguém pra sonhar


Tenho alguns defeitos, que deverás tento corrigir,
uma é gostar de quem não merece, outra é afastar alguém de mim.

Pensamentos desperdiçados, algumas horas sem dormir,
quem dera se controlasse os sentimentos, afastar ela de mim.

Garota que não se pensa, se lembra com intensidade,
quem dera sumisse da mente, das lembranças, da saudade.

Tempos reticentes, na mente, que não quero admitir,
lembranças de alguém que sente, dos sentimentos não vir.

Gostar da pessoa errada, sentimentos apalavrados,
mas o que sai da boca gritando, corações arrasados.

Dos males de um poeta, que sofre nas entrelinhas,
que descreve um sentimento, que não anota, sublinha!

Tempos de desencanto, de decepções ao relento,
das gírias das suas palavras, de um palavrão, sustento!

Frases de um livro, de um "Best Seller" não lê,
do livro da minha vida, sem desfecho, não crê!

Um "grand finale" para uma história, que não se interessa, não lê!
Uma triste história de desencanto, triste e vazio, cadê?

Mas só quero um amor tranquilo, numa rede a beira mar,
quero beijos e brisa no rosto, só quero alguém pra sonhar!

By Estevam Pontes

domingo, 6 de julho de 2014

Vento, brisa, refrescar


Às vezes a vida é como o vento, que sopra com toda força, às vezes nos refresca, pra calmaria quem torça.

Às vezes sopra até nos derrubar, às vezes nos empurra pra algum lugar, mas tem vezes que nos bloqueia, não saindo do lugar.

Vento que vagueia, que muda de direção, vento que despenteia, que assovia então.

Vem fazendo zig-zag, dos atalhos em questão, levanta a poeira da estrada, nos olhos arderão!

Vento que traz a vida, nos dias de tempestade, balança a copa das árvores, que dura realidade.

Vida que se compara, ao vento em alto mar, que balança a vela dos barcos, do farol a se guiar.

Porto que se atraca, levado por vento ou furacão, vento ou ventania, me mostra o caminho então.

Vento, preciso de brisa, mas não quero furacão, quero apenas o vento no meu rosto, da calmaria a solidão.

Vida que sopra de noite, vento que move as estrelas, brisa que beija em silencio, dos pensamentos a toa.

Quero vida agitada, ventania vem trazer, arraste a quem desejo, brisa beija pra valer.

Beijo como uma brisa, desejo com furacão, me traga na força do vento, me refresca o coração.

Vida, vento, calmaria! sopra vento afagar, quero vida agitada, vento traga devagar.

Um amor que vem soprando, um coração despertar, a garota que meu coração espera, bate-bate por amar.

By Estevam Pontes